Educar é também partilhar, porque aprender está para além da escola. Dessa troca de experiências se cresce - passo a passo - rumo a uma educação completa e uma cidadania ativa.
Esta é mais uma das portas da escola, sempre aberta!
domingo, 11 de novembro de 2007
DIA DE MAGUSTO
Pela manhã, a aula começou com uma pintura alusiva: cesto de castanhas. Desenhamos no quadro o mesmo cesto e, também uma fogueira. Junto dos desenhos escreveu-se: É dia de Magusto... Hoje, vamos comer castanhas assadas, na fogueira. As castanhas são fruto do castanheiro.
Cantamos uma canção que tinha sido ensaiada em aulas anteriores e, houve diálogo e audição sobre a lenda de S. Martinho. De seguida, os alunos pintaram seis figuras, recortaram-nas, ordenaram-nas e colaram-nas numa folha, de acordo com a lenda.
Lenda de S. Martinho
Há muitos, muitos anos...Num dia de vendaval e de neve seguia um nobre cavaleiro, de nome Martinho, montado no seu cavalo, quando lhe apareceu um pobre homem, esfarrapado e a tiritar de frio, a pedir esmola.
Ao vê-lo, o cavaleiro sentiu uma tristeza enorme.
Parou o cavalo e, com a espada, cortou ao meio a sua capa quente com que se cobria e deu metade ao mendigo.
E ali ficou um pouco a conversar...
Até comeram castanhas, que o mendigo assou numa fogueira improvisada.
Nesse momento, a tempestade parou, o céu tornou-se azul e um céu luminoso inundou a Terra.
Este cavaleiro tornou-se num homem bom e justo, defensor dos mais humildes e da paz e, por isso ser considerado um santo - S. Martinho.
Todos os anos, para comemorar esse dia, o tempo fica ameno, o sol brilha num céu muito azul - é o chamado Verão de S. Martinho.
E todos comemos castanhas assadas.
Popular
(Colecção FIO-DE-PRUMO -2º ano)

Chegou o momento mais esperado...
Reunimos no recreio para ver a fogueira e as castanhas a assar.
Enquanto o moliço ardia...
Cantamos canções adequadas ao dia comemorativo...
Canção
As castanhas meus meninos
são fruto do castanheiro,
quem quiser comer castanhas
abra o ouriço primeiro.

São castanhas
do castanheiro,
que nós comemos
junto ao braseiro.
São castanhinhas,
castanhinhas são;
São castanhinhas
na palma da mão.
Cantar com a música (Todos me querem...)

As castanhas foram retiradas do braseiro...
As professoras e a maior parte dos alunos saltaram a fogueira...
Uns mais atrevidos, enfarruscaram-se.
Depois de todo este entusiasmo... Comemos as castanhas assadas e bebemos sumo...
Foi uma manhã divertida!
sábado, 10 de novembro de 2007
Brevíssimas notas sobre o Magusto - 9 Novembro
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
TUDO AO CONTRÁRIO
O menino do contra
queria tudo ao contrário:
deitava os fatos na cama
e dormia no armário.
Das cascas dos ovos
Fazia uma omelete;
para tomar banho
usava a retrete.
Andava, corria
de pernas para o ar;
Se estava contente
punha-se a chorar.
Molhava-se ao sol
secava na chuva;
e em cada pé
usava uma luva.
Escrevia no lápis
com um papel;
achava salgado
o sabor do mel.
No dia dos anos
teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes.
Poesia Popular
Luísa Ducla Soares
O MEU AMIGO LÁPIS...
Hoje, li para toda a turma um texto relacionado com as mordeduras de lápis.
O MEU AMIGO LÁPIS
Um dia, estava na sala, à hora do recreio e, ao pôr o lápis na boca, ouvi:
- Ai! Ai!
Tirei o lápis da boca devagarinho e ouvi outra vez:
- Obrigado por parares de me morder. - disse o lápis!
- Eu não sabia que os lápis falavam!
- Nós não falamos; só quando estamos fartos de nos roerem é que falamos.
- Eu quando te começo a roer, não é por mal, é por hábito.
- Mas se tu fosses lápis, não gostavas que te roessem. É que dói muito e até faz mal à tua saúde. Sabias? Agora, adeus.
- Adeus, porquê? - perguntei eu.
- Porque tens de acabar de fazer os trabalhos.
Nesse dia, aprendi uma lição: NUNCA MAIS ROER OS LÁPIS.
Autor: Daniel Teixeira Nobre
(A minha janela - Areal Editores)
S. MARTINHO
Apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, o cavaleiro continuou o seu caminho, cheio de felicidade.
Mas, subitamente, a tempestade desfez-se. O céu ficou límpido. E um sol de Estio inundou a terra de luz e calor.
Para que nunca se apague da memória dos homens este acto de bondade praticado pelo cavaleiro , diz-se que , nessa mesma época ,todos os anos, cessa por alguns dias o tempo frio. O céu fica azul e o sol reaparece, quente e brilhante.
É o Verão de S. Martinho.
“Flores para Crianças”
Fernando Cardoso
Sabedoria popular sobre esta Tradição...
Pelo S.Martinho o tempo cinzento pelo caminho .
Pelo S.Martinho mata o teu porquinho.
Pelo S. Martinho semeia o teu cebolinho.
Pelo S.Martinho vai à adega e prova o vinho.
Pelo S.Martinho castanha assada e vinho.
Alunos da Escola de Paço, 4ºano.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
PARA RIR...
Em aulas anteriores falamos nos cinco órgãos dos sentidos e, estes foram registados no caderno...
-Agora, vão pensar um pouco e vão registá-los novamente, sem ver!
Passados segundos, ouve-se a Helena dizer: - Professora, o Gonçalo está a escrever com os olhos tapados!
O Gonçalo destapa os olhos, fixa um olhar sério e admirado e diz para a colega: - A Professora disse: - Sem ver, sem ver!
Resposta
Na sequência do post INDIGNAÇÃO, relativo ao abate de pinheiros nesta escola em Sobrado, e, de um email enviado ao Departamento de Ambiente da Câmara Municipal de Valongo, recebemos esta resposta escrita. Nem sempre as pessoas têm atitudes como a da Dra.Clara, que eu felicito e, da qual , publicito aqui o seu teor.
Exma. Senhora Coordenadora
Respondemos, para melhor esclarecimento quer de V. Exa. quer da autora do “Desabafo”, a propósito do abate dos pinheiros da Escola de Paço, uma vez que os comentários feitos manifestam um total desconhecimento das razões que sustentaram o procedimento da C.M. Valongo e colocam em causa um trabalho sério de Educação Ambiental que tem vindo a ser desenvolvido e distinguido nos meios da especialidade.
Tal situação demonstrou que a eficácia do tratamento não poderá ser garantida na totalidade, dado os diferentes ciclos verificados ( o tratamento só é eficaz numa fase muito precisa do processo de criação), mantendo-se o perigo de ocorrência de situações graves ( são conhecidas situações de internamento por alergia, ingestão das lagartas com pelos urticantes, etc).
Assim, considerando o teor do parecer técnico de uma empresa especializada; o facto do problema ser cíclico ( e em períodos cada vez mais curtos ); as inúmeras reclamações por parte da comunidade e os antecedentes registados, foi decidido o abate dos pinheiros em causa e a sua substituição, na parcela contígua à Escola, por espécies nativas sem esse tipo de problemas.
Compreendem naturalmente que gerir o Ambiente de forma responsável, implica muitas vezes tomar decisões que aparentemente contrariam o conhecimento comum.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Conversas infantis
- Sim? e onde?
- No cemitério!
Outro colega entra na conversa e explica: "Ele está enganado! No cemitério é onde as pessoas vivas põem as pessoas mortas debaixo da terra(dentro de uma caixa) e, depois vão lá por flores bonitas".
sábado, 3 de novembro de 2007
PARA RIR...
Por vezes, defrontamos situações momentaneamente espontâneas... Situações PARA RIR ...
Aqui, pretendo publicar alguns momentos engraçados, em situação de sala de aula e, outros similares após pesquisa.
No ano lectivo 2006/2007 , tive uma turma de 12 alunos do 1º ano.
O Telmo que costumava ser irrequieto, distraído e um pouco falador, não estava a realizar o trabalho pretendido. Então, indaguei: - O menino não trabalha? Está distraído e não faz nada! Está deitado na cadeira da praia ou da esplanada do café? Ah! Ainda está de férias?
O aluno olhou e respondeu: - Não, professora, eu não estou de férias, estou de folga!
JÁ DIZIA A MINHA AVÓ...
- Se em Novembro ouvires trovão, o ano que vem será bom.
- Em Novembro, pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
- No dia de S. Martinho, mata o teu porquinho; vai à adega, abre a pipa e prova o vinho.
LENGALENGA
"30 dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro.
De 28 ou 29 só há um.
Os restantes têm todos 31."
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Morcegos
Claro que o morcego, ou pelo susto, ou pela luz...acabou por morrer, enquanto alguns se escaparam.
(aspecto das asas)
Dia das Bruxas

O “Halloween” por incrível que pareça, surgiu há dois mil anos!
Mas, é preciso saber que no início dos tempos, esta festa não era tão divertida e alegre, pelo contrário, era muito sombria e tenebrosa. É por isso, que se usam ainda hoje máscaras muito feias, de fantasmas, de Conde Drácula, de bruxas,.... Usam-se também muitos outros utensílios “horripilantes”.
Texto colectivo, escrito pelos alunos do 4.º ano.
Hoje, o dia na escola ainda teve uma surpresa, no fim houve uma gelatina hoooorriiiipiiilante!!!!!!!!
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A propósito de diferenças
E, no nosso mundo? Às vezes parece que as diferenças são para apontar e marginalizar! As cores dos rostos humanos, ainda incomodam muita gente. Há aqueles que pensam que ter uma determinada cor, é ser mais do que os outros.
Mas, o mundo fica muito mais bonito com essa diversidade de povos e culturas . O que fica mal é a pobreza e a miséria!
DIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR
No dia comemorativo, 22 de Outubro, li a história " O Alfaiatezinho Valente" aos 22 alunos da turma. Eles adoraram ouvir a história e deliraram a ver as imagens. De seguida, recontaram-na oralmente e desenharam o personagem favorito...
Deixo-vos agora um texto de Maria Natália Miranda "O livro abandonado" que captou a minha atenção.
O LIVRO ABANDONADO
O livro estava caído à beira do caixote, atirado fora como coisa inútil.
-Tenho ainda tanto que dar. -dizia ele para si. - E aqui me vejo sem préstimo nenhum. Só por fora é que estou assim feio e desajeitado, mas por dentro ainda me sinto jovem. Tenho nas minhas folhas sonho e alegria e bem podia ainda fazer a felicidade de qualquer criança que me lesse.
E tanto me esforcei na vida. Tanta coisa fui, tantas transformações sofri...
Primeiro fui arvorezinha, nascida e criada nos montes, entre giestas, urzes, ninhos e pardais. Depois de alta e incorporada, chegou um serrador, cortou-me e levou-me para a fábrica, onde me vi transformada em papel. Da fábrica passei para uma tipografia. Aí as minhas folhas brancas foram impressas. Os escritores escreveram nas minhas páginas e os desenhadores ilustraram as minhas folhas. Depois de agrafado, cosido e colado, transformei-me neste livro, agora já sem graça.
E o livro, abandonado atrás do caixote, suspirou: - Ai de mim! Ai de mim!
Já de seguida, um outro texto da mesma autora.
NOVO, OUTRA VEZ
E enquanto o livro lamentava a sua triste sorte passou por ali um menino, um menino que nunca teve um livro de sonho. Só os de estudo. Olhou aquele livro de capas velhas, apanhou-o, desfolhou-o e levou-o para casa.
- Mãe - disse logo que chegou.- Tem aí um pedaço de pano bonito para eu forrar este livro?
- Vou ver.
A mãe deu-lhe uma tira de tecido vermelho.
O menino passou parte da tarde e parte da noite a colar as folhas e as capas do livro; depois do trabalho feito, recostou-se num banco e abriu-o com gosto.
E foi com ele através do tempo, ao encontro de Reis e rainhas, de fadas e gnomos, de estrelas e astronautas, de coisas e animais que falavam como gente.
E durante muito tempo, o livro foi o melhor amigo daquele menino que nunca tinha tido um livro de sonho.
Autora: Maria Natália Miranda
"Beija-flor" - Editorial o livro
Se não tiverem um livro de sonho, procurem-no numa biblioteca e transformem o sonho realidade, durante algumas horas...
Outono pelo chão...
E, dessa forma, o chão fica salpicado de tons castanhos, amarelados, vermelhos escuros, alaranjados, esverdeados...cambiantes de cor que, ganham um brilho especial em dias dourados de sol.
As crianças, do Jardim de Infância, recolheram algumas dessas folhas e, carimbaram-nas com tinta. Repararam nas suas nervuras, recortes e tamanhos. Eram folhas de videiras, plátanos, macieiras, carvalhos. Muitas outras rodopiarão pelo ar!
O outono também serve para estas coisas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007
JÁ DIZIA A MINHA AVÓ...
"No dia de S. Lourenço, vai à vinha e enche o lenço."
"Pelo S. Martinho, vai à adega e prova o vinho."
AS VINDIMAS
As vindimas fazem-se normalmente no principio do Outono.
Junta-se um grupo de amigos e familiares do dono das vinhas para colherem as uvas das ramadas.
As uvas são recolhidas em cestos que, depois de colocados no tractor são transportados para o lagar. Aí, as uvas são pisadas pelas pessoas para fazer vinho.
-André-
No Outono fazem-se as vindimas.
As pessoas vão para o campo, cortam as uvas e deitam-nas em cestos.
As uvas são levadas em tractores para o lagar.
No lagar são pisadas para fazer vinho. Depois, o vinho vai para as cubas, pipas e tonéis.
-Tatiana-
As vindimas são feitas no Outono.
Nas vindimas colhem-se as uvas para fazer vinho.
O vinho é feito num lagar... relam-se e pisam-se as uvas e faz-se vinho doce.
As vindimas são feitas por muitas pessoas que se ajudam umas às outras.
Em Novembro, pelo S. Martinho, comem-se as castanhas e já se prova o vinho novo.
-Bruna-
Eu já participei numas vindimas. Tinha quatro anos e andava no Jardim de Infância Vêmar.
Num dia, do mês de Outubro, fomos a uma quinta onde havia muitas uvas.
Eu e os meus amiguinhos desse Jardim, colhemos e transportamos uvas para um lagar.
Depois, lavamos os pés e entramos descalços no lagar. Tinha chegado a altura de pisar as uvas com os pés, até ficar vinho.
O primeiro vinho fica doce.
Os donos da quinta ofereceram-nos uvas e vinho doce.
Quando chegamos ao Jardim de Infância, provamos o vinho que tínhamos feito.
Foi um dia muito divertido!
-Helena-


